sábado, 3 de novembro de 2007

Desculpem-me!

Desculpem-me,
Mas para mim,
Agir é transformar meus pensamentos em palavra escrita
É transcrever meus sonhos e transpor o limite entre um ser e outro
É sim, sair do ócio e realizar poesia
É impedir quem quer que queira de podar-me a criatividade

Agir é não entragar-me a quem me quer incapaz
Ou quem reprima meus pensamentos

Agir é encher de felicidade o coração da minha amada
É acalentar a mãe que perdeu o filho
É procurar o amigo a quem fui relapso
É amar em silêncio

Agir é sondar a melhor maneira de crescer
É absorver toda informação possível
É transformar-me em ouvidos sem me calar
É cortar a frase quando mal pronunciada
É mudar de opnião quando necessário

Agir é fazer-me sorriso quando triste
É chorar-me quando solitário
É enxugar a lágrima do desconhecido

Agir é entrengar-me de corpo e alma mas
É cruzar os braços quando ainda não me decidi
É calar-me por vários dias quando não tenho certeza do quê sinto

Agir é saber esperar e também me desesperar
É saber reconhecer o erro e felicitar o acerto

Agir é fechar os olhos, tapar os ouvidos, calar a boca, cerrar as mãos
É respirar fundo

Agir é ficar sentado na porta da casa da minha avó
Fazendo-me poeta
Pois é o que sou
E desculpem-me,
Mais isto é concreto.

Águas Belas - Pernambuco
Dois de novembro de dois mil e sete
Vinte e três e trinta e um
22

Nenhum comentário: