domingo, 13 de janeiro de 2008

Eu sou eu, sóbrio

Já não sou quem eu era
Descobri um novo mundo
Uma nova maneira de pensar
Já não me importa o que eu perco
Vale mais se eu ganhar, o que eu ganhar
Tenha a vida, estou vivo
O resto, é presente
Nada mais importa
Só o dia de hoje
Pois amanhã, nem sei
Também nem quero saber
Eu sou eu, e eu, sou eu, sóbrio.

Brasília - Distrito Federal
três de janeiro de dois mil e oito

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Nem...

Agora não tem mais por acaso
Nem por engano
A consciência é quem manda
E não tem desculpa
Nem o viver manipulando
Os olhos sóbrios vigiam
O dia a dia, sou ser humano
E não estou só, e não sou
Também tenho anjo
E conto meu dia
E conto meus dias
E me encanto
Sou vida ativa, não doença
Que sabe o que está falando
E não tem mais por acaso, nem ocaso
Nem por engano, nem por desencanto
A consciência é quem manda
E ela me manda olhar nos olhos
E ela me manda olhar, serenidade...

Brasília, 05 de janeiro de 2008
zero hora e trinta e sete minutos
Nem por engano

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Recado à quem ainda sofre

E se eu morrer
Morro feliz
Resta-me meio dia de vida, hoje
Mas o mais importante é o dia de hoje
Estou limpo
E sereno
E nem me engano
Só tenho o dia de hoje
E é só por hoje

Goiânia - Goiás
vinte e cinco de dezembro de dois mil e sete
treze e cinquenta e oito

Começo

Sorrir...
Sorrio
Por que não fazê-lo?
Agora é começo
Já foi recomeço
E tudo se renova
Nessa nova vida
Sorrio
Vários motivos
De repente tem-se novas sensações
Novos amigos
Novos amores
Novo ano
E mata-se tudo que ficou para trás
Porque sorrir é viver
E é viver hoje
Um dia de cada vez
Pega-se a inchada e faz-se
Novo caminho
Sorriso...
Sorrio

Goiânia - Goiás
vinte e cinco de dezembro de dois mil e sete
treze e cinquenta e três

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

É mesmo...?

E dai?
Ser
Eu sou, ou não
E quem é?
Quem não é?

Brasília - Distrito Federal
18 de dezembro de 2007
uma e trinta e dois

domingo, 16 de dezembro de 2007

Fim

Perdi minha serenidade
Foi a gota d´água!
Eu que tanto já menti...
Quem sou eu?
Pra onde aponto a arma do julgamento???
Quem sou eu?
Quem é você?
E no fim...
Prestação de contas...
Um, dois... três...

Brasília - Distrito Federal
dezesseis de dezembro de 2007
vinte e uma e quarenta e quatro

Dor

Dor é vazio que não se preenche
É insegurança que maltrata o coração da gente
Dor é coração miúdo, acelerado
É sobrenatural que deixa o sentimento sobressaltado
Dor é perder o sentido, sair do caminho
É abrir os olhos e descobrir-se cego
Dor é não encontrar um amigo, ou não ter
É estar e ficar sozinho...
Dor é sentir o mundo longe, distante
É perder as palavras...

Brasília - Distrito Federal
dezesseis de dezembro de 2007
vinte e quarenta e sete